quarta-feira, 1 de julho de 2009

A ementa impetuosa de uma nostalgia.


Em volta só restam baganas e garrafas vazias, garrafas que ainda pouco contia uísque. Ainda sinto a bebida pela faringe, só não sei ao certo se o líquido está em retrocesso ou se apenas custa a descer, e ainda sinto meus pulmões pesados de fumaça. (...)
E agora, bem agora, lembro o que fez afundar-me em uísque, foi aquela lembrança na qual surgia um rosto angelical, com um sorriso de alegria e os olhos de amor. O olhar que vinha direto a mim era da minha doce e amada Antonieta, aquela com quem dividi os momentos mais felizes da minha vida, aquela que me deu filhos lindos, e que foi-se numa tarde chuvosa de fim de maio, não era inverno mas fazia frio, que logo sucumbiu-me fazendo com que minha temperatura caísse, sentia como se meu coração entrasse em processo de congelamento. (...)
Estou aqui novamente no presente, na realidade, e ela não está aqui para acolher-me e suavizar as coisas que não são agradáveis, por tanto, o que se tem a fazer agora é pegar mais um maço de cigarro e abrir outra garrafa de uísque, até esquecer novamente do motivo pelo qual encontro-me nessa nostalgia. (...)
Com um cigarro entre os dedos e depois de mais umas doses confesso que já não lembro o que havia escrito em linhas acima, então finda-se aqui esse breve resumo de algo que ao terminar de ler as linhas acima lembrarei-me e buscarei esquecer por mais uma vez.

Nenhum comentário:

Postar um comentário